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O que eu li, vi, ouvi, visitei ou assisti que mudou a minha vida

Anna Carolina Cardoso Pinheiro


Aos cinco anos de idade, eu, criança muito curiosa, carimbei meu passaporte, vitalício, para começar a melhor viagem da minha vida. Uma viagem que já me levou a inúmeros lugares, que despertou tantos sentimentos, que ajudou no meu amadurecimento e no aumento da minha bagagem cultural. Uma viagem que todo ser humano deveria fazer: a imersão no mundo da leitura!

 

Minha presença na biblioteca do colégio era constante. Lembro-me até hoje da cara da bibliotecária Vera quando pedi para locar Bisa Bia, Bisa Bel, de Ana Maria Machado. Ela acreditava que era um livro muito difícil (e comprido) para uma criança de oito anos como eu, ainda que leitora. Contrariando todas as expectativas, devorei as 64 páginas da história da pequena Isabel e fiquei ainda mais ávida por novos desafios, por livros sem ilustrações, por livros “de adulto”. Minha empolgação pela trama era tamanha que no meu aniversário daquele ano ganhei três exemplares do livro.

 

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Catorze anos. Começava a despertar para o amor, enxergar os meninos de maneira diferente, interessar-me mais por filmes melosos… Conhecendo minha paixão pela leitura, uma amiga da minha mãe me apresentou a duas das minhas autoras preferidas: Nora Roberts e Barbara Delinsky. Tornando-me logo fã de romances norte-americanos, conhecer – e me apaixonar – por Danielle Steel era inevitável. Dos mais de 20 livros que li de sua autoria, foi o único não ficcional que mudou minha vida. Em O brilho de sua luz, Steel conta a história de um dos seus nove filhos, Nick Traina, vítima do transtorno bipolar do humor.

 

A narrativa forte, envolvente, repleta de detalhes, a emoção de cada linha, o apelo da mãe que, mais que chorar a morte do filho, busca ajudar outras pessoas na sua situação, jamais saíram da minha mente. E posso dizer, sem medo, que sete anos depois, esse continua sendo o meu livro favorito. Um livro que despertou, inclusive, o desejo de estudar a doença mais a fundo, o que pude fazer tanto no curso técnico de enfermagem que fiz, quanto no jornalismo, dedicando uma matéria sobre o tema.

 

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Filha de professora de piano, a música erudita me acompanha desde o feto. Aprendi a apreciar esse gênero e, ao contrário da maioria das crianças da minha idade, frequentava, com gosto, dezenas de concertos, saraus e atividades culturais da minha cidade, como o tradicional Festival de Artes de Itu. Dormia ouvindo Bach, Chopin, Beethoven…  Era o único tipo de música que tocava na minha casa. Conforme crescia, conhecia pessoas com amplo repertório de MPB ou rock, por exemplo, paixão dos pais. Aquilo tudo era muito novo para mim e, dos 13 aos 17 passei por fases, por estilos musicais, até descobrir o que era minha cara. Um dia marcante, portanto, foi o show de Cesar Menotti & Fabiano, no Rodeio de Jaguariúna de 2007 – tornava-me uma amante da música sertaneja e do clima de rodeio. Enfim, descobria qual era o meu estilo.

 

(texto escrito em 02/03/2011, para a disciplina de Jornalismo Cultural)

 

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