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Barack Obama e as redes sociais
Presidente americano quer repetir em 2012 o sucesso da campanha virtual de 2008

por Anna Carolina Cardoso Pinheiro

 

Basta entrar no site oficial do atual (e candidato à reeleição) presidente americano para visualizar, com destaque, sua maior tática nas eleições de 2008: as redes sociais. Links redirecionam o internauta para os perfis de Obama no Facebook, Flickr, Google+, Instagram, Pinterest, Tumblr, Twitter e YouTube, além da possibilidade de assinar os feeds do site e até mesmo enviar uma SMS ao candidato do partido democrata.

Nota-se, claramente, que o “portfólio” na web é extenso, diversificado e, mais importante ainda, atualizado. Observa-se também sua preocupação em atingir, com a web, os eleitores mais jovens, grandes adeptos do Tumblr, por exemplo. Ferramentas novas como o Pinterest e o Instagram já foram incorporadas e há produção de conteúdo de acordo com suas peculiaridades, ao passo que o MySpace, fundamental em 2008, não é mais utilizado. À época, Obama baseava sua campanha em redes sociais de nicho (Asianave, voltada para american-asiaticos; BlackPlanet, para os afro-americanos; GLEE para falar com gays, lésbicas e simpatizantes;  Faithbase para os religiosos e MiGente para interagir com os latinos), tática que não será repetida nessas eleições.

Além das ter diversificado o número de redes sociais das quais faz parte, Barack Obama adotará algumas outras mudanças para o pleito deste ano. Segundo entrevista do diretor de toda a parte digital da campanha Teddy Goff ao iG, “a diferença entre a campanha de 2008 e a de agora é que, há quatro anos, conseguimos unificar a campanha online com a campanha fora da web. Dessa vez não há unificação, mas simplesmente uma única campanha”. Barack planeja ainda aumentar o número de tweets escritos por ele mesmo, a fim de conferir um tom mais pessoal à campanha.

Quando adotou essa tática em 2008, Obama não apenas foi inovador, como obteve excelentes frutos, afinal seus simpatizantes mobilizaram a blogosfera ao seu favor, iniciando um fenômeno multiplicador jamais visto e transformando o então desconhecido senador em um político conhecido no mundo todo. Na medida em que crescia sua fama, aumentavam seus rendimentos: o democrata arrecadou muito dinheiro através de pequeníssimas doações online vindas de pessoas comuns – foram mais de 120 milhões de dólares em contributos individuais de menos de US$ 200.

Para ajudá-lo nessa empreitada, que consagrou o “Yes, we can” como slogan, Barack Obama contou com Chris Hugues – um dos fundadores do Facebook – como diretor de internet e novas mídias. Ele e sua equipe mudaram o marketing político e a maneira como a web passou a ser usada. Aqui no Brasil tentou-se utilizar o mesmo esquema… Embora melhor sucedido na web, José Serra perdeu a eleição presidencial (comento melhor a atuação de Serra nesse post aqui)

(texto escrito em 04/04/2012, para a disciplina de Novas Mídias I)

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